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21/01/2014 – 17:03
O programa Start-Up Brasil deve selecionar mais 100 iniciativas em 2014 para fortalecer o empreendedorismo de base tecnológica no país. Além das contratações, uma das prioridades da Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o ano é selecionar novas aceleradoras para impulsionar a implementação dos projetos das empresas nascentes que ingressam no programa.

“Vamos selecionar entre nove e doze aceleradoras e pretendemos eleger mais 100 startups de qualquer lugar do mundo para empreenderem no país com o apoio do MCTI”, informa o diretor de Políticas de Tecnologia da Informação e Comunicação, Rafael Moreira.

Também está previsto o lançamento de um edital focado no desenvolvimento de hardwares. “Pretendemos lançá-lo para apoiar o movimento incipiente do mercado brasileiro de startups que estejam direcionadas para essa área”, ressalta Moreira. Outro edital deve se voltar a segurança de informação e criptografia. Além disso, deverá ser lançado um plano na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para segurança e defesa cibernética. “Isso inclui a construção de um núcleo com esse foco”, diz.

O calendário do programa prevê seleção de startups brasileiras e internacionais duas vezes ao ano, em março e agosto. Cada empresa selecionada recebe até R$ 200 mil de apoio do governo federal a fundo perdido e um aporte das aceleradoras privadas que pode chegar a R$ 1,5 milhão.

“Está planejado, ainda, o lançamento de um edital de apoio ao desenvolvimento do empreendedorismo de base social com soluções baseadas em plataformas livres”, acrescenta o diretor.

No ano passado, 110 empresas nascentes foram apoiadas pelo Start-Up Brasil. De acordo com Rafael Moreira, elas foram selecionadas dentre quase 2 mil aplicações oriundas de 38 países.

Investimento recorde

O diretor ressalta a importância de 2013 para implementação das ações do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior). No Brasil, mais de 600 empresas usufruíram da Lei de Informática ao investir em PD&I na área de tecnologia da informação (TI). “O investimento na área chegou à casa de R$ 1,4 bilhão”, destaca. “É o recorde de toda a história da lei, que foi estruturada a partir de 1991. Então, foi um ano bastante característico do ponto de vista de crescimento da indústria, de incentivos fiscais e de PD&I atrelados à geração de bens e serviços desenvolvidos em nosso país.”

Para ampliar o mercado e a pesquisa na área de TI deverá ser lançada, neste semestre, a segunda etapa do edital para atração de centros globais de PD&I. No ano passado, o TI Maior atraiu quatro centros para o país, observa o diretor. “Somando tudo vamos receber ao longo de três anos mais de R$ 700 milhões em investimento em PD&I na área de tecnologia da informação, fruto da iniciativa do programa”, diz.

No Brasil Mais TI, foram capacitados mais de 115 mil profissionais em cursos que variam de 40 a 380 horas, com foco na área tecnológica, como algoritmo e programação Java. A previsão é formar neste ano mais 100 mil profissionais em novos conteúdos, como segurança da informação e programação em dispositivos móveis.

Ainda segundo Rafael Moreira, o MCTI formou mais de 1.500 projetistas de circuitos integrados e chips desde a implementação do programa CI-Brasil, em 2004.

Texto: Raphael Rocha – Ascom do MCTI (atualizado às 17h27)