O Governo da Argentina acaba de dar uma pancada na indústria brasileira, inclusive, no setor de informática. Por meio da Resolução 45/2011, o Ministério da Indústria e Comércio Exterior e decidiu cancelar as licenças automáticas para importações de automóveis, têxteis e equipamentos eletroeletrônicos, entre eles,notebooks, desktops e celulares.

Significa que um fabricante brasileiro terá de entrar doravante na burocracia argentina para solicitar licença de importação desses produtos, medida que que não costuma ser rápida. Na melhor das hipóteses pode levar uns 60 dias para se obter tal autorização.

Mesmo assim, isso não será garantia de que conseguirá importar nas quantidades que deseja. A partir de agora, o governo argentino só pretende deixar entrar no país produtos que não conflitem com a indústria local. O que pressupõe que as importações somente se darão quando for necessário cobrir a demanda do mercado interno não-atendida pela indústria portenha.

"Estamos ampliando o universo de produtos cujo ingresso é monitorado pelo governo de modo a preservar o mercado interno e evitar danos ao processo de reindustrialização criado em nosso país a partir da aplicação do modelo produtivo de 2003", explicou a ministra argentina do Desenvolvimento, Débora Giorgi, ao jornal Clarin.

Segundo ela, a medida visa preservar postos de trabalho na indústria argentina e substituir as importações de produtos fabricados naquele país. A decisão, segundo ela, levou em conta todas as normas previstas pela Organização Mundial do Comércio(OMC) e que elas são "naturais em termos de defesa do mercado interno e da produção nacional".

Além dos notebooks, desktops e celulares, a decisão argentina também atingirá os fabricantes de produtos metalúrgicos, eletrônicos de consumo, tecidos, automóveis, vidro, bicicletas e partes de bicicletas, entre outros.

Veja a resolução argentina que impede as importações brasileiras
(PDF – 200 KB)

:: Luiz Queiroz
:: Convergência Digital :: 15/02/2011